Na série de entrevistas com novos talentos , que despontam no cenário da música brasileira, figura nesta edição a jovem cantora natural do Rio de Janeiro, com domicílio em São Paulo, Nicole Rosemberg Pacheco, artisticamente conhecida como Nicole Rosemberg, uma das grandes promessas de nossa futura geração de intérpretes musicais. Como uma rosa que desabrocha no jardim, Nicole se robustece no cotidiano artístico, refletindo nos palcos e no vídeo o esplendor de seu misto de talento e beleza, conquistando o aplauso e o apreço de legiões de fãs, que descortinam na suavidade de sua voz e na leveza de sua performance o despontar de uma estrela de primeira grandeza, que faz lembrar os "Anos dourados" de movimentos musicais épicos, como a Jovem Guarda, de Wanderléa, e o Tropicalismo, de Gal. Com esse somatório de predicados, Nicole chegou à grande Final do Quadro Mulheres que Brilham, do Programa Raul Gil, no ano passado, veiculado no SBT, ficando em segundo lugar no concurso, depois de brilhar por várias semanas, sempre com expressiva avaliação por parte do Júri e sendo aplaudida com muito entusiasmo pela plateia. Considerando ser uma cantora principiante, que só cantava em casa, como destacou sua mãe, Liliane Pacheco, a jovem intérprete surgiu naquele programa de televisão como uma grata revelação, um bem vindo fenômeno musical, que encantou e continua encantando o Brasil, tendo pela frente - sem a menor dúvida - um futuro promissor
Os primeiros passos
Nicole diz textualmente: "Eu sempre tive vergonha de cantar, não cantava pra ninguém
nem pra minha família. Um amigo meu que sabia que eu cantava (eu não me lembro
como ele sabia) e sabendo que eu tinha vergonha de cantar me pediu pra fazer um
cover na internet. Então postei alguns vídeos cantando. E através de um dos
meus vídeos a produção do Raul Gil me achou e me convidou para participar do
quadro Mulheres que Brilham. Demorei um pouco pra aceitar a ideia pela minha
falta de experiência, mas, a Cris , que é da produção (foi ela que me achou e
que me convidou), me encorajou e aceitei. Esse amigo e a Cris foram o “start”
de tudo".
Nicole Rosemberg responde:
Qual foi a primeira vez que você cantou
em público e como se sentiu?
R: A primeira vez que cantei em publico foi no
programa do Raul Gil. Foi uma explosão de sentimentos bons, muito nervosismo
também!
Você gosta de incluir no seu repertório
músicas românticas, ou se considera mais pop?
R: Gosto sim, se ela for do meu estilo com certeza!
Como você se define hoje como cantora?
R: Essa é difícil, acho que preciso melhorar muito
ainda.
Qual foi a música que mais lhe emocionou no palco?
R: Nossa Canção, com certeza, sempre que canto ela
o público canta comigo e sempre me emociono.
Você se acha mais segura cantando em Português do que em outro idioma?
R: Amo cantar em português, mas também gosto de
cantar em inglês e tenho muita vontade de cantar em francês um dia!
Que nota, de zero a dez, você daria para o nível da música brasileira de hoje?
R: Musica brasileira hoje em dia esta muito fraca,
daria uns 6.
Você acha que a forma de seleção nos programas de calouros obedece a critérios totalmente justos?
R: Eles tentam ver um produto hoje em dia que venda
e nisso acho que eles são justos. As pessoas não procuram só uma voz especial
hoje dia, elas procuram voz, personalidade, estilo musical, carisma, beleza e
tudo mais.
Na sua opinião, os festivais de música fazem falta para abrir mais espaço aos novos cantores e compositores.?
R: Sim
Você acredita que é possível aos cantores novos de hoje chegarem ao ápice da fama sem pagar jabá nos grandes programas de rádio e televisão?
R: Acho que sim, deve ter um por ai. (risos)
Você pensa em trocar a carreira de cantora pela de atriz, já que estuda teatro, ou pretende abraçar a duas?
R: Ficar com as duas com certeza.
Considera satisfatório o apoio dispensado pelo Ministério da Cultura à arte musical brasileira?
R: Não.
Você acredita que possa haver mudanças para melhor, a partir dos protestos de rua que estão acontecendo no Brasil?
R: Espero que sim, tenho muitas dúvidas sobre isso
e muitas certezas também. Uma certeza é que alguma coisa vai mudar e já esta na
verdade. E uma dúvida é que os brasileiros abandonem isso e voltem a votar nas
mesmas pessoas.
"Bate
Bola" com Nicole Rosemberg
Uma grata recordação? Quando cantei
para o meus avós
O momento mais importante de sua vida?
Quando entrei no programa do Raul Gil.
Um sonho? Conseguir gravar meu CD.
Uma decepção? Não ter gravado meu
CD.
Uma superstição? Não tenho.
Cor preferida? Verde.
Prato preferido? Gosto de tudo. Amo
comer.
Esporte que aprecia? Ballet.
Esporte que pratica? Não pratico,
mas vou voltar pro Ballet.
Número de sorte? Não descobri ainda.
Principal Hobby? Cantar.
Time para o qual torce? Fluminense.
Cantor e cantora de todos os tempos,
nacional e Internacional? Djavan e Alcione. Beyonce e Steven Tyler.
Personalidade de todas as épocas, nacional e
internacional? Minha mãe. Beyonce.
Projetos na carreira? Gravar meu(s)
Cd, participação em musicais, atuar e fazer muitos shows.
Considerações
finais:
"Quero agradecer a todo mundo que me
encorajou, e que me encoraja e que torce por mim. Mandar um beijão pros meus
fãs e família, e dizer que eles são muito especiais pra mim. Agradecer ao
programa e equipe Raul Gil pela oportunidade maravilhosa. E por fim, agradecer
ao Lino, muito querido, pelo carinho".
Para conferir a exuberante postura de palco da
talentosa cantora, assista ao vídeo a seguir, gravado numa jovem tarde de
sábado, em que Nicole Rosemberg emocionou júri, apresentador, produção e plateia
do Quadro Mulheres que Brilham, além de milhões de telespectadores do SBT,
interpretando com raro brilhantismo o clássico da Era Jovem Guarda "Nossa
Canção".



0 comentários:
Postar um comentário