Lino
Tavares
Na
série de entrevistas com talentos emergentes da música brasileira, figura nesta
edição a cantora Kelly Moore, de São Paulo, detentora de uma carreira
brilhante, na qual tem se destacado, lotando casas de espetáculo em seus shows
considerados de excelente nível, por críticos e apreciadores de sua arte.
Trazendo
no semblante os traços marcantes da mulher de descendência ibérica, dada sua
origem portuguesa e espanhola, Kelly é possuidora de um timbre de voz único,
constituindo-se na mais nova revelação do Pop Rock nacional e latino. Nasceu em
05 de Agosto, na cidade de São Paulo, transferido residência, aos 11 anos de
idade, para Nova Esperança, no Paraná. Pouco tempo depois iniciou sua
trajetória artística na cidade paranaense de Maringá. Passando por diversas
bandas e cantando na noite, nos mais variados estilos, Kelly Moore acumulou
muita experiência, alcançando um nível de maturidade artística que a tornou aos
olhos de todos uma verdadeira musa da canção popular.
Kelly
despontou para o sucesso a partir de exitosa participação num concurso de
talentos promovido por uma emissora paulista de televisão, ganhando a partir de
então projeção nacional e internacional. Ao longo de 28 semanas (cerca de sete
meses), a cantora liderou o concurso, tornando-se atração especial, que elevou
o índice de audiência do programa, levando-a a conquistar com sua
extraordinário performance milhares de fãs e admiradores de todas as partes do
Brasil e do exterior.
De
posse desse elevado conceito, não lhe foi difícil partir para a gravação de seu
primeiro CD, que foi lançado em 2002, intitulando-se “Quanto mais quente
melhor”, tendo como produtor o renomado DJ Cuca. O álbum tornou-se um sucesso,
alcançando um excelente nível de vendagem, que esgotou toda a tiragem da gravação
já na primeira semana que sucedeu ao lançamento.
Nos
anos de 2008 e 2009, Kelly Moore integrou com muito brilhantismo o musical
“ROCKSHOW”, espetáculo onde se conta, através de músicas e uma incrível
performance, a história do rock. O
musical teve direção do destacado produtor Hudson Glauber e supervisão do
famoso diretor de teatro e televisão Wolf Maia.
Cantando
na noite, Kelly passou por diversas bandas, viajando por diferentes estilos,
acumulando assim muita experiência, em função da qual adquiriu maturidade e
autoconfiança, tornando-se uma cantora completa, alvo de muitos convites para
espetáculos inesquecíveis.
Retornando
a São Paulo, Kelly conquistou a simpatia do público e de profissionais da
música, iniciando assim a consolidação de sua carreira e vendo aumentar o leque
de opções no mercado de trabalho. Começava a viver, então, uma nova era, marcando
presença em diversas bandas e realizando gravações de jingles para rádio e TV,
bem como participando da gravação de discos de artistas consagrados da musica
brasileira. Com essa bagagem, ingressou no mundo dos musicais, participando
inicialmente da peça “Casas de Cazuza”, produzida por Rodrigo Pitta, na qual
atuou no papel principal, cantando e dançando, mas sempre preservando sua opção
pela arte de cantar, vocação que traz de berço.
Respaldada
no misto de talento e sensualidade que a tornam possuidora de invejável postura
de palco, Kelly Moore vislumbra o mercado externo como próximo passo na
carreira artística contando para a consolidação desse projeto com os diversos
Fã-Clubes que conquistou em lugres como o Japão, a África e Miami, dispondo ainda de uma sede oficial em
Chicago, nos Estados Unidos. Em 2010, Kely Moore foi destaque na mídia, comandando
o agito dos sábados do pop latino do Rey Castro Cuban Bar, em São Paulo. Em
função desse crescimento artístico, no curso do qual revelou sua vocação e sua
cultura musical, Kelly se tornou alvo de muitas referências positivas nos
veículos de comunicação, tendo participado, como convidada especial, de um júri
de programa de calouros na televisão.
Kelly Moore
Responde
Como se sentiu emocionalmente quando cantou em
público pela primeira vez?
R:
Por incrível que pareça não fiquei nervosa não, pra mim era como se fosse
brincadeira, eu estava a vontade como se fosse a sala da minha casa...rsss
Você se considera ou já se considerou uma cantora
romântica?
R:
Posso dizer sim que sou bem eclética!!!
Como você se define hoje como cantora?
R:
Uma cantora de música Pop, que tem inúmeras influencias, mas que se sente bem a
vontade em viajar por diversas vertentes!!!
Qual, entre as músicas que já cantou, considera como
sua melhor interpretação?
R:
Poxa vida, não vou falar por mim não, e sim, pelo o que escuto dos fãs, amigos
que comentam pra mim as suas preferências, dentre elas a que mais se destaca na
preferência deles é “TOTAL ECLIPSE OF THE HEART” que eu gravei no meu primeiro
Cd “QUANTO MAIS QUENTE MELHOR”.....Acho que posso citar essa...rsssss
Você se acha mais segura cantando em Português ou em
Inglês?
R:
Com certeza em português pelo fato de ser brasileira e claro, é algo natural,
apesar da maioria das pessoas me conhecerem cantando em inglês, mas além do
inglês e português posso dizer que me sinto também muito a vontade cantar em
espanhol, é uma bela melodia pra mim!!!!....Estranho né...rssss
Que nota, de zero a dez, você daria para o nível da
música brasileira de hoje?
R:
Prefiro não dar notas....
Hoje
em dia vejo a música popular brasileira bem complicada, na maioria das vezes
você só escuta letras falando sobre bebedeira, sacanagem e mulherada. Muitas
das vezes letras que denigrem a imagem da mulher, difícil conseguir escutar uma
música que não tenha duplo sentido, resumindo, nossa música ta virando
pornografia!!!!....
Estão
esquecendo o romantismo e a poesia, as pessoas conseguem nitidamente contar nos
dedos cantores e cantoras que tem melodia e poesias em suas canções.
Como ex-caloura do Programa Raul Gil, você acha que
a seleção nos programas de calouros obedece a critérios totalmente justos?
R:
Bom, acontecem muitos equívocos, nem todos são justos, também não se pode
generalizar, há suas exceções!!!
Você acredita que a participação por longo período
em programas de calouros é suficiente para garantir a quem participa viver
profissionalmente de música?
R:
Claro que não, dependem de muitos fatores como talento, trabalho duro,
investimento e um pouco de sorte também!!!....Acredito que tudo tem sua hora
certa, basta persistir não desistir jamais, lógico, se realmente é isso q você
quer!!!
Tendo voltado ao Programa Raul Gil como jurada
representou para você a afirmação plena na carreira de cantora?
R: Acho que se eles não confiassem nas minhas opiniões
e julgamento, bem provável que eles não teriam me convidado pra participar do júri.
Você acha que os programas de calouro, como o do
Raul Gil, fazem tudo quanto poderiam para alavancar a carreira de seus participantes
no mercado de trabalho, ou deixam a deseja nesse aspecto?
R:
Essa é a grande proposta dos programas em geral de Calouros, senão não teria o
porque de existirem esses quadros!!!..
A que você atribui a ausência dos grandes festivais
de músicas, neste século, ao contrário do que acontecia nas segunda metade do
século passado?
R:
Pura falta de incentivo, o novo assusta e hoje as pessoas tem um certo medo de
apostar em novas ideias.
Você acredita que é possível aos cantores novos de
hoje chegarem ao ápice da fama sem pagar jabá nos grandes programas de rádio e
televisão?
R:
Possível até pode ser, mas que é muuuuuuuuuuuuuito difícil, ah!!...isso
é!!!...rsss
Considera satisfatório o apoio dispensado pelo
Ministério da Cultura à arte musical brasileira?
R:
Não, o Ministério da Cultura deveria e poderia investir muuuuuuuito mais na
arte em geral no nosso país se quisessem, se houvesse incentivo nas escolas,
aulas de música, teatro... a educação das crianças no futuro poderia ser bem
diferente!!!!....Há muita burocracia que não ajuda em nada o artista, é a mesma
coisa que não ter!..
Acredita que possa haver mudanças para melhor, a
partir dos protestos de rua que estão acontecendo no Brasil?
R:
Sim, com toda a certeza!!!....O Brasil acordou e estão reivindicando seus
direitos e isso é lindo, é aquele velho ditado “QUEM NÃO CHORA NÃO
MAMA!!”...Temos que ir pras ruas sim, gritar “ESTAMOS AQUI!!”...Mas claro, sem
vandalismo porque isso não leva a nada!!
"Bate
Bola" Com Kelly Moore
Um agradecimento
especial?
A Deus por estar sempre comigo.
O momento mais
importante de sua vida? Quando descobri
que poderia ser cantora.
Um sonho? Continuar
trabalhando com música e continuar cantando até ficar velhinha.
Uma decepção? Com a política
do nosso país..
Uma superstição? Nenhuma
Cor preferida? Vermelho
Número de sorte? 10
Principal Hobby? Ficar em casa
assistindo TV depois de um dia exaustivo de trabalho.
Time para o qual
torce? BRASIL FUTEBOL CLUBE!!...rsssss
Cantores de todos os tempos:
Cantor: Nacional: Roberto Carlos -
Internacional: Michael Bolton / Luis
Miguel / Stevie Wonder
Cantora: Nacional: Alcione, Ana
Carolina, Marisa Monte e Ivete Sangalo -
Internacional: Tina Turner /
Toni Braxton / Anastacia
Personalidade de todas as épocas:
Nacional? Roberto Carlos
e Lula / Carmen Miranda - Internacional?
Barack Obama e Oprah Winfrey
Projetos na carreira? De gravar um Cd e Dvd ao vivo e continuar na
estrada trabalhando com o que amo que é cantar!!!
Considerações
finais:
Em
primeiro lugar agradecer a Deus pela minha vida, a da minha família, a todos
que me acompanham e por me permitir continuar a trabalhar com que eu gosto, que
é MÚSICA, porque isso no Brasil hoje é questão de sorte!!...rsss
Agradecer
a todos os fãs e amigos pelo amor, carinho, incentivo e por acreditarem no meu
trabalho. Vocês são quem mandam, se fosse ao contrário eu não estaria aqui.
E
Também agradecer ao Lino por me dar a oportunidade de me expressar nessa
entrevista, um grande abraço!!
E
galera é isso aí... Obrigada por tudo e que Deus os abençoe sempre, fiquem com
Jesus!!.. bjos.
Kelly Moore
Encerrando
a entrevista, o leitor poderá conferir a excelência interpretativa de Kelly
Moore, vendo e ouvindo-a cantar "Total Eclipse Of The Heart", música
considerada por ela como sua melhor interpretação:



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