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No Raiar da Primavera, Gabi Mello Fala do seu "Buquê de Rosas Musicais"

Entrevista Exclusiva:
Lino Tavares

Na Série "Entrevista com Personalidades"  figura nesta edição a cantora e compositora Gabi Mello, mineira de Belo Horizonte, que  começou a cantar ainda criança, tendo participado profissionalmente de seu primeiro show aos 15  anos,  idade que coincide com aquela em que tradicionalmente as jovens adolescentes são apresentadas à sociedade nos bailes de debutantes.  Em sua página oficial na Internet, vamos encontrar um extraordinário currículo artístico cujo texto, transcrito e ilustrado a seguir, com fotos da cantora,  revela com nitidez todo o potencial dessa artista da canção, que atualmente volta a encantar com excelente performance de palco jurados, plateia e telespectadores, em sua segunda participação no Quadro Mulheres que Brilham, do Programa Raul Gil, veiculado nas tardes de sábado no SBT.

Currículo Artístico                               

        
Ao longo de sua carreira, trabalhou e estudou com grandes nomes da música como Clarisse Grova (Rio de Janeiro/Brasil), Cinthya Scott (EUA), Carla Cook (EUA), Silvana Malta (Brasil/Alemanha), Amanda Kapsch (Alemanha), Mara Minjoli (Alemanha), Holly Holmes (EUA), Kevin Mahogany (EUA), Max Dolabella (Belo Horizonte/Brasil), Ariel Coelho (Florianópolis/Brasil), Magno Mello (Brasília/Brasil), Eugênio Mattos (Brasília/Brazil- EUA), Viviane Donner (Belo Horizonte/Brasil), Nestor Lombida (Brasil/Cuba), Leandro Ferrari (Belo Horizonte/Brasil), entre outros.  Gabi também se
apresentou, com sua banda, em várias casas de shows e festivais de música por todo o país, incluindo o Festival Nacional da Canção, em Formiga/MG, Festival de Inverno e Festival de Jazz (Jazz Paralelo) de Ouro Preto/MG e o BH Music Station (evento em Belo Horizonte onde os artistas se apresentam nas estações e vagões de trem, junto com artistas como Nasi, Mart’nália, Zeca Baleiro, Paralamas do Sucesso, Lobão e Funk Como Le Gusta), Lapa (Rio de Janeiro), Corrida BH SHOW, no estádio Mineirão – BH/MG, Mundial de Super Enduro, no estádio do Mineirinho – BH/MG. Em 2014, Gabi fez o show de abertura da banda O Rappa em Itaperuna/RJ, para um público de 10 mil pessoas? e além disso, ao longo de sua carreira, fez participações em shows, CDs e DVDs de
várias bandas e artistas solo, como Manitu (participação no cd “Agora” e em vários shows da banda, incluindo o show de abertura da banda Norteamericana Soja, no Chevrolet Hall), Ben Roots, Rafa Pedra, Carne Nua, entre outros.
Em 2010, Gabi participou de programas de TV a nível nacional, como o Geleia do Rock, do canal Multishow, apresentado por Beto Lee, tendo ficado entre os 5 finalistas para entrar no programa e com uma de suas músicas sendo apresentada em propagandas do mesmo.  Em 2011, Gabi lançou seu primeiro clipe da música “Hoje Eu Só Quero”, de sua autoria, num show no Conservatório da UFMG, em Belo Horizonte/MG. O clipe foi produzido por Eduardo Toledo. Em 2012, Gabi Mello lançou seu primeiro EP promocional, “Ensaio Aberto”e o single “Caramujos”, que teve seu clipe lançado em 2013, produzido por Dani Figueiredo, com uma mistura de várias cenas de shows e bastidores. Em 2014, a cantora ficou entre as 8 finalistas do quadro “Mulheres que Brilham”, no programa Raul Gil, no SBT. E também lançou dois novos singles: “2:50am”, junto com clipe produzido pela Pé de Cabra Agency, e com Fernanda Mello (escritora e compositora) como atriz principal? e “Palavras Tortas”, produzido por César Santos, que vem sendo tocada frequentemente na programação da rádio 98 FM.
Em 2015, a cantora lançará seu primeiro disco, todo autoral.
Dentre os programas de rádio e tv em que Gabi Mello participou estão Caleidoscópio (TV Horizonte), Jornal Minas e Brasil das Gerais (Rede Minas), MGTV (Rede Globo), Kabello Tonight (rádio 98FM), Rádio Inconfidência (Programa Tutti Maravilha), Rádio 98 (gravando jingles), entre outros. Dentre os jornais e revistas estão Jornal Hoje em Dia, Jornal Estado de Minas, Jornal O Tempo, Revista Veja BH, Revista Quem Acontece, entre outros, incluindo uma matéria super bacana no Estado de Minas, sobre mulheres no rock e outra sobre sua carreira, na revista Veja BH. (ht

PIN’N’ROLL

Cantando e compondo, Gabi Mello mistura estilos e canções, dando à cantora muita originalidade. Numa dessas misturas, agregou o Jazz, o Blues, o Rock e o Soul em sua bagagem musical, o que trouxe à cantora muita maturidade, e isso pode ser percebido em seu trabalho. Com muita influência da sonoridade dos anos 60, do rock e do pop atual, Gabi possui um diferencial em seu trabalho autoral, criando uma enorme possibilidade de misturar culturas. Pin’n’roll é o termo que Gabi resolveu usar para nomear seu estilo, retrô–rock’n’roll. O rock misturado com um visual mais antigo, a música mesclando com a imagem, o “old” e o atual. Tudo com muito refinamento. 

  

SHOWS

O repertório dos shows de Gabi Mello passa por uma época gloriosa da música internacional e volta para o presente, com Beatles, Strokes, Led Zepellin, Queen, ACDC, Michael Jackson, Nirvana, Green Day, Offspring, Foo Fighters, Pink, entre outros clássicos do rock’n’roll e novidades atuais, incluindo releituras de rock nacional. Seu trabalho autoral, que pode ser definido como rock/pop, com influências variadas, também está sempre presente nos shows. Em cada show, Gabi reinventa e dá originalidade à canções marcantes da música mundial.(http://www.gabimello.com/quem-sou/)

Gabi Mello Interage no Vai e Vem das Perguntas e Respostas

Sua vocação de cantora despertou cedo, ou tinha outro projeto de vida na infância  ?
R: Já quis ser muitas coisas, como a maioria das crianças, mas a música veio cedo, quando descobri que gostava de imitar cantores com um microfone de plástico, no meio da sala. Na adolescência, comecei a cantar (e os vizinhos sempre ouviram e elogiavam, mas eu achava que era algo "normal", e não via como um dom ou que pudesse ser minha profissão - ainda). Aos 14 anos, subi no palco pela primeira vez, num sarau na escola em que eu estudava. Fui inscrita por um colega de turma que tinha me ouvido e achado minha voz bonita. Depois disso, meus pais viram que eu realmente tinha a vocação pra música, e meu pai acabou marcando um show acústico, num bar perto de onde morávamos. Esse foi meu primeiro show, pago. Depois disso, é história! Rs

Alguém de sua família atuou ou atua artisticamente nos meios musicais ?
R: Dos mais próximos, não. Fui a ovelha negra. Rs. Meu pai sempre teve bom gosto musical e me ensinou a ouvir música boa, mas nunca tocou algum instrumento. Minha mãe tinha um violão velho, que nunca havia tocado, e foi nele que eu comecei a aprender a tocar. 

Qual gênero musical mais lhe atraía quando começou a gostar de música ?
R: Na minha infância/adolescência eu ouvi muito pop e pop/rock internacional. Era época de Madonna, Backstreet Boys, Britney Spears, Celine Dion, Mariah Carey... Eu cantava tudo isso, amava tudo, tinha fã clube das bandas. Era a MTV ligada 24 horas por dia. Fora as músicas que já ouvia meu pai ouvir (Beatles, Elvis, etc). 

Ao contrário de outros pais, que costumam desestimular as filhas a seguir carreira  artística, consta que o seu a teria indicado para cantar num barzinho ainda criança. Como foi essa história ?
R: Isso! Logo depois da minha apresentação na escola, meu pai ouviu o dono do bar em que ele estava perguntar se alguém conhecia músicos que pudessem tocar lá. E meu pai, sem hesitar, disse "minha filha!". Isso porque eu nem tinha uma banda, nem alguém pra tocar comigo (eu ainda não tocava violão direito). Ele marcou o show e fui atrás dos amigos da escola - um deles foi o que havia me inscrito pro sarau. Ensaiamos e fizemos o show! E vários outros depois. 

Que cursos de música você frequentou  ? 
R: Fiz muito tempo de aulas de canto e musicalização na Pro Music, onde eu comecei a viver mesmo a música, mais profundamente, e onde montei minha primeira banda, a Karmin. Lá conheci vários músicos que já tocaram e/ou tocam comigo atualmente. Fiz também vários cursos, workshops e aulas particulares com grandes nomes da música, curso na Escola de Música de Brasília e, no ano passado, fiz um curso especializado em técnica vocal pro rock, com o Ariel Coelho, quem ainda é meu professor.
 
Que instrumentos musicais você toca ? 
R: Toco violão e um pouco de teclado/piano, pra dar aulas de canto.

O que você considera mais gratificante dar aulas de canto ou subir no palco e cantar ? 
R: Me sinto muito grata por poder ensinar o que sei, mas sem dúvidas, subir no palco é o que mais amo na vida! 

De que outros concursos de música você participou, antes de ingressar no Mulheres que Brilham ?
R: Quase entrei pro Geleia do Rock, do Multishow, em 2010. Fiquei entre os 4 para serem votados pelo site (com propagandas da minha audição e entrevistas passando no canal várias vezes ao dia), mas acabei não entrando.

Participar do "Mulheres que Brilham" foi iniciativa sua ou algo sugerido por alguém ?   
R: Fui convidada, no ano passado. Não conhecia o programa, não assisto muito TV. Achei que poderia ser um experiência interessante e topei participar. Esse ano, convidaram de novo todas as finalistas (ano passado fiquei entre as 8 finalistas) das 3 edições do programa para um revival, uma edição especial. E aceitei o desafio novamente.

Essa participação em rede nacional no Mulheres Brilham tem sido fator de impulso na sua carreira  ? 
R: Primeiramente tem sido uma grande experiência pessoal e profissional. É um desafio imenso se por à julgamento. Sem dúvida meu trabalho chegou e chega até pessoas que não me conheceriam, a não ser que eu conseguisse uma carreira nacional.  

Quando começou a contar, você se inspirou em alguma cantora famosa  ? 
R: Várias! Christina Aguilera, Mariah Carey, Celine Dion... E minha voz era idêntica à da Sandy até a adolescência. Rs. Mais tarde, por volta de 20 anos, quando comecei a estudar música de verdade, me  envolvi no jazz, blues e soul e me apaixonei por Aretha Franklin e Joss Stone, e foi aí que realmente "aprendi" a cantar e me tornei o que sou hoje. 

Ser contemplada com as cinco letras da palavra DIVAS no júri do Mulheres que Brilham é algo que arrepia ? 
R: Com certeza! Costumo dizer que casa gravação é um parto. É muita emoção, os nervos ficam à flor da pele. Até agora, nas duas edições, não recebi um "não" ou não acendi uma letra/estrela (no caso do ano passado), então ainda não sei como seria.
Mas também faz parte, já que estamos ali pra sermos julgadas e a crítica faz parte do jogo.

Erikka Rodrigues, uma das integrantes do Júri do Mulheres que Brilham, foi caloura do Programa Raul Gil. Esse fato é um estímulo à sua participação no programa desse consagrado apresentador ? 
R: Não a conhecia e não conheço muito seu trabalho, soube pelas outras participantes. Mas com certeza ver alguém que esteve no nosso lugar e hoje está num patamar acima, dá um gás pra continuar!

Qual é o gênero musical predominando no seu repertório atual ?  
R: Rock.

Que avaliação você faz da música gospel. Manifestação de fé ou busca de espaço no mercado fonográfico ? 
R: Acho que tem espaço e público pra tudo, todos os estilos. Tudo é válido, sendo verdadeiro.

Você considera possível a um cantor principiante conquistar seu espaço sem ter dinheiro para os custos de produção e divulgação de sua arte  ?
R: Sozinho é complicado ir muito à frente. Conquistar o espaço a gente conquista, mas até certo ponto. Mesmo não tendo o dinheiro, existem olheiros e produtores que investem em talentos que acreditam. Ninguém sobe muito alto sozinho. Em algum momento, precisamos de alguém pra investir e ajudar.

Considera satisfatório o apoio dispensado pelo Ministério da Cultura à arte musical brasileira, ou acha que poderia fazer mais nessa área ? 
R: Muitas coisas são satisfatórias, e outras poderiam ser mais.

Com base nas experiência adquiridas na carreira de cantora e compositora, que conselho você daria às jovens que estão começando  ?
R: Que façam! Escrevam, componham, cantem, toquem, estudem, estejam no palco, façam música! Não parem, nunca. Pra chegar em qualquer lugar é preciso dedicação, no mínimo. Força de vontade e acreditar que pode dar certo. Querer, muito, sempre.

Seu parceiro conjugal compartilha com você na trajetória artística ?  
R: Atualmente estou solteira!

Você acredita que essa mobilização popular que vai às ruas protestar pode mudar a cara do Brasil ? 
R: Acho que é um bom começo, essa demonstração da indignação. Mas a verdadeira mudança começa dentro de si, e em casa. 

"Bate Bola" com Gabi Mello 

 Doce recordação ?  Minha avó.

Amigos para sempre ?  Vários! Tenho muitos amigos fiéis.

Nunca vou esquecer  ?  De tudo que fiz pra chegar aqui.

Maior sonho realizado ?  O reconhecimento do meu trabalho e, até o momento, estar aonde estou.

Para esquecer  ?  As decepções.

Decepção ?  Falsidade, mentiras, crueldade, desonestidade. Sempre me decepcionam.
 
Grata surpresa ?  Estar recebendo tantos elogios de artistas de grande porte, em rede nacional.
Superstição ?  Ter um pacotinho de sal comigo antes de entrar no palco. Não necessariamente por superstição, mas por medo de emoção fazer a pressão abaixar. Rs.

Cor preferida ?  Roxo.

Número de sorte ?  19.

Prato preferido ?  Comida japonesa.

Principal Hobby ? Assistir filmes.

Filme ?  São tantos! Não sei citar um... Mas, com certeza, o que assisti mais vezes em toda a vida foi Titanic. Rs.

Livro ?  O Segredo. Esse fica na cabeceira. 

Time do coração ?  Não sou nada ligada à esportes mas, honrando a família, sou Galo!

Cantor (s)  ou cantora (s) brasileiro (s)  de todos os tempos ?  Djavan, Ed Motta.

Cantor (s)  ou cantora (s)  estrangeiro (s)  de todos os tempos ? Pink, Joss Stone, Aretha Frankljn, Dave Grohl. Amo! 

Personalidade nacional ?  O Raul Gil é uma grande personalidade e incentivador da música nacional! Admiro muito! 
 
Personalidade Internacional ?  Dave Grohl pra mim é o mais completo, sem dúvidas.

Projetos  ?  Talvez pra esse ano ainda ou, no máximo, início do ano que vem, lançamento do meu novo disco e turnê. Devo lançar também mais um clipe esse ano.

 Considerações Finais
     
"Muito obrigada pelo carinho e tanto cuidado ao escolher as perguntas! Foi um prazer imenso relembrar minha trajetória pela música. Let's rock!"

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 Vídeos com interpretações de Gabi Mello 

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